novembro 2010


Até poucos dias atrás, eu conhecia bem pouco a respeito de John Legend. A primeira vez que ouvi falar de Legend foi por causa de um dueto que ele fez com Mariah Carey na canção “With You I’m Born Again”, em 2005. Tempos depois, mais exatamente no ano passado, conheci o clipe “Green Light”, que tinha a participação de Andre 3000, do Outkast.

Nascido em 1978 em Ohio, Estados Unidos, John Legend começou a carreira como compositor e produtor musical, até mesmo participando de trabalhos de outros artistas, como Alicia Keys, Lauryn Hill e Jay-Z.  Com quatro discos lançados entre 2004 e 2010, e seis prêmios Grammy, John Legend já tem uma estrela especial no “Songwriters Hall Of Fame”, uma espécie de calçada da fama que premia os melhores compositores de música

Há alguns dias, um amigo meu me indicou outra canção de John Legend, chamada “If You’re Out There”. A faixa foi extraída de Evolver, terceiro disco do artista lançado em 2008, e foi usada como segunda música de trabalho do CD.

Com instrumentação imponente, ao estilo power-ballad, e com letra inspiracional, “If You’re Out There” foi também utilizada durante a campanha eleitoral do presidente Barack Obama. Mesmo com o marketing relacionado à campanha política, o single não conseguiu entrar na Billboard Hot 100.

John Legend fez uma performance em espanhol de “If You’re Out There” durante as premiações do Grammy Latino de 2008, ao lado do colombiano Juanes.

Ouvir: John Legend – If You’re Out There

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No fim do ano passado, a cantora italiana Laura Pausini lançou mais um CD+DVD ao vivo. O disco “Laura Live World Tour 09” abrangeu a turnê mundial que Pausini fez 10 países diferentes, incluindo o Brasil.

A divulgação do trabalho se deu com o lançamento de faixas inéditas de estúdio. A primeira foi “Con La Musica Alla Radio”, em setembro de 2009. Em novembro do mesmo ano, foi a vez de “Non Sono Lei”.

Esta última é especialmente diferente de qualquer outra canção que Laura Pausini já tenha lançado, principalmente pela temática da letra. Longe de ser uma canção de amor, Pausini garante a seu ex-amor que ela é bem diferente de sua “substituta”, pois é uma mulher de opinião que não se conforma com um relacionamento infeliz. A voz da artista também está excelente, com treinados e perfeitos falsetes.

Assim como todos os singles de Laura, “Non Sono Lei” foi gravada em italiano e em espanhol, sob o nome de “Ella No Soy”. As letras de ambas as versões estão bem próximas, o que certamente é um ponto positivo para uma faixa dedicada a vários mercados diferentes.

Ouvir: Laura Pausini – Non Sono Lei

Ouvir: Laura Pausini – Ella No Soy

Ainda neste mês, colocamos no ar o single “Only Girl (In This World)”, de Rihanna. Na época em que o artigo deste blog foi escrito, a faixa havia alcançado a 3ª posição da Billboard Hot 100.

Na edição da revista Billboard publicada nesta semana, “Only Girl” apareceu na primeira posição da Hot 100, após aparecer na lista já por onze semanas. O curioso é que o segundo single do disco “Loud”, chamado “What’s My Name”, já foi lançado nos EUA e já conquistou o primeiro lugar na Hot 100.

Assim, Rihanna conseguiu fazer algo que até então era inédito nos registros da Billboard: ter um single que alcançasse o primeiro lugar depois que o single sucessor já tenha feito isso.

Após um tempinho fora da mídia, a banda americana Maroon 5 lançou seu terceiro disco de estúdio, chamado “Hands All Over”. O disco foi produzido por Robert John “Mutt” Lange, ex-marido e produtor de Shania Twain.

O lead single deste novo álbum é a faixa “Misery”, enviadas às rádios em meados de 2010. A performance da canção nas paradas mundiais foi boa. Nos EUA, alcançou o primeiro lugar da Billboard Adult Contemporary Chart, e conseguiu a 14ª posição da Billboard Hot 100.

Ao ouvir a música, será impossível não se lembrar de “This Love”, single mais famoso da banda, lançado em 2004. Notará que a estrutura musical das duas músicas é bem similar. Provavelmente, uma sacada muito inteligente para repetir o sucesso.

Chamou-me a atenção também o remix oficial feito pelo grupo britânico Bimbo Jones. Remixes não são geralmente produzidos para canções de rock, mas a tentativa valeu a pena, pois ficou muito bom. Aliás, pra mim, melhor que o original, he he he…

Ouvir: Maroon 5 – Misery

Ouvir: Maroon 5 – Misery [Bimbo Jones Radio Edit]

Eu nunca havia ouvido falar de Auburn, até que notei que um single seu já estava aparecendo na Billboard Hot 100 por várias semanas. Na verdade, “La La La” é a primeira música de trabalho que a jovem de 20 anos lançou por uma grande gravadora, a Beluga Heights (afiliada da Warner Music).

Auburn já havia lançado um CD por uma gravadora independente, e ela postava vários conteúdos seus em comunidades virtuais. Isso chamou a atenção de J. R. Rotem, famoso compositor e produtor americano.

Após assinar com a Beluga Heights, Auburn gravou a faixa “La La La”, que deverá aparecer em seu primeiro disco (ainda sem nome e sem data de lançamento). A música traz a participação de Iyaz, que ficou famoso por aqui com o single “Replay”, no ano passado.

A música ficou várias semanas na lista oficial dos EUA, mas a posição mais alta que “La La La” alcançou foi a 51ª.

“La La La” é uma faixa legal, pois está no meio termo do pop com o R&B, além de ter a influência da música eletrônica. Infelizmente, Auburn não teve ainda a mesma sorte que Jason Derülo, seu colega de gravadora também empresariado por J. R. Rotem. Este conseguiu projeção internacional, mas a moça ainda espera um grande single que possa levá-la para fora dos EUA.

Ouvir: Auburn – La La La [featuring Iyaz]

Em meados do ano passado, o britânico Jay Sean veio aos holofotes quando emplacou “Down”, sua primeira música, no topo das paradas americanas e inglesas. Agora, o cantor se prepara para lançar seu segundo CD, que deverá se chamar “Freeze Time”. Deste projeto, saiu “2012 (It Ain’t The End)” como primeira música de trabalho.

O nome da música faz referência às teorias de que o mundo poderia acabar em 2012. Se você assistiu ao filme “2012” nos cinemas, vai sacar logo o significado do título. Mas apesar do nome, “2012” não tem a ver com catástrofes ou destruições, mas passa aquela mensagem que já virou clichê de “aproveitar a vida” (pena que o “aproveitar a vida” da maioria das pessoas se resume em ir em festas e baladas e “encher a cara”).

Jay Sean ficou muito entusiasmado com o seu novo single. Em uma entrevista, ele declarou:

“Eu sou uma pessoa muito positiva, e (…) ‘2012’ é uma daquelas canções que fazem você se sentir bem. Se você gostou de ‘Down’ e de ‘Do You Remember’, irá gostar também desta música, que eu acho que vai grudar na cabeça das pessoas durante o verão inteiro e, assim espero, por muito mais tempo.”

Infelizmente, Jay Sean não atingiu as expectativas. A música estreou na 50ª posição da Billboard Hot 100, e conseguiu subir no máximo até a 34ª. Já no Reino Unido, “2012” pegou o nono lugar da parada oficial.

A melodia de “2012” é realmente muito agradável e bem pop. Como um todo, a música só perde em dois pontos: 1) a letra é meio fraquinha, pois o tema “curta sua vida na balada” está extremamente batido, e 2) a presença de Nicki Minaj, que também virou “moda” entre os artistas internacionais. Atualmente, a rapper britânica aparece como artista convidada em quatro faixas diferentes na Hot 100 da Billboard.

Encontrei no YouTube uma versão rara de “2012”, que contém só o Jay Sean. Assim, se você for daqueles que também não fazem questão de Minaj na música, vão gostar mais dessa…

Ouvir: Jay Sean – 2012 (It Ain’t The End) [featuring Nicki Minaj]

Ouvir: Jay Sean – 2012 (It Ain’t The End) [No Rap Edit]

Neste mês de novembro de 2010, o clássico desenho dos estúdios Disney “A Bela e a Fera” foi relançado no formato Blu-Ray. Perto de completar 20 anos de existência, a animação teve suas imagens restauradas para o formato HD (alta definição).

Outra novidade presente no relançamento é a regravação da música tema “Beauty And The Beast”. Inicialmente, a canção ficou famosa na voz de Celine Dion em dueto com Peabo Bryson, e inclusive ganhou o Oscar de “Melhor Canção Original” em 1992. Com “Beauty And The Beast”, Celine Dion começou a ser conhecida internacionalmente.

Neste ano, a vencedora do “American Idol” Jordin Sparks gravou uma nova versão dessa música para o relançamento do filme. Embora tenha gravado um clipe para “Beauty And The Beast”, a faixa não aparece (por enquanto) em nenhum CD da cantora, e nem é um single oficial.

Em sua releitura, é difícil à primeira vista (ou melhor dizendo, ouvida) relacionar a versão de Jordin com a original de Celine Dion. A instrumentação foi totalmente rearranjada e reconstruída de um modo que atraia ouvintes da geração moderna. De balada romântica, “Beauty And The Beast” foi convertida para uma música pop com influências de R&B.

Jordin dá muito bem conta do recado, já que seus vocais são praticamente impecáveis e poderosos. Os novos arranjos são bem suaves, e parecem que se encaixam bem com um tema de desenho animado. Por outro lado, ainda acho difícil que o cover possa se igualar à interpretação de Celine Dion. Afinal de contas, não dá para bater de frente com uma canção que conquistou a tão almejada estatueta de ouro da indústria do cinema…

Ouvir: Jordin Sparks – Beauty And The Beast

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