dezembro 2010


Toda vez que se aproximam as férias, gosto de ouvir músicas que reflitam essa época tão aguardada. No post anterior, coloquei o hit “Summer Jam”, do Underdog Project. Hoje, lembrei-me de uma canção que integra a trilha sonora do segundo filme da trilogia disneyana “High School Musical” (tá, eu sei que é adolescente, mas acho as músicas muito legais).

“What Time Is It” é a canção que abre o filme, e foi lançada como o primeiro single do CD. Graças à enorme quantidade de downloads digitais, a faixa alcançou a 6ª posição da Billboard Hot 100. Aliás, a inteira trilha sonora de “High School Musical 2” foi o segundo disco mais vendido nos EUA em 2007, perdendo apenas para “Noël”, álbum natalino de Josh Groban. No mundo todo, “High School Musical 2” vendeu mais de 9 milhões de cópias.

A letra de “What Time Is It” refere-se bastante às férias escolares. Mas não tem como não concordar com algumas frases bem universais, tais como: “Não vou mais ter que acordar às 6 da manhã”.

Compartilho abaixo a tradução da letra. Não é uma música fácil de traduzir, já que tem vários trocadilhos com a expressão “What Time Is It” (que significa “que horas são?”) Mas vai dar para pegar o espírito.

Bom verão a todos e até 2011!!!

Ouvir: High School Musical – What Time Is It?

 

 

Que Horas São?

Vamos!

Que horas são?

Chegou o verão! São nossas férias

Que horas são?

É hora da festa! É isso mesmo, pode gritar!

Que horas são?

A maior diversão das nossas vidas

Que horas são?

É hora do verão, de sair da escola!

Grite bem alto!

Finalmente o verão chegou

É bom para relaxar

Sem deveres, livre de pressões

Agora tudo o que eu quero saber é da minha garota

Pronta para sentir os raios de sol

E para meu coração se arriscar

Eu estou aqui para ficar, e não vou voltar atrás

Estou pronta para um romance de verão

Está todo mundo pronto, ficando loucos

Sim, estamos saindo!

Vamos lá, me deixe ouvir você dizer isso

Agora, nesse instante

Que horas são?

Chegou o verão! São nossas férias

Que horas são?

É hora da festa! É isso mesmo, pode gritar!

Que horas são?

A maior diversão das nossas vidas

Que horas são?

É hora do verão, de sair da escola!

Grite bem alto!

Adeus ás regras, não tem recuperação

Estou livre para comprarfazer compras até cansar

Serão férias educativas

Mas a festa não precisa parar

Temos muito a fazer

Vejo vocês esm breve

E nós realmente sentiremos a falta de todos vocês

Adeus para você e para você

E pra você e para você

Tchau tchau, e até a próxima!

Está todo mundo pronto, ficando loucos

Sim, estamos saindo!

Vamos lá, me deixe ouvir você dizer isso

Agora, nesse instante

Que horas são?

Chegou o verão! São nossas férias

Que horas são?

É hora da festa! É isso mesmo, pode gritar!

Que horas são?

A maior diversão das nossas vidas

Que horas são?

É hora do verão, de sair da escola!

Grite bem alto!

Não vou mais acordar às 6 da manhã

Pois o tempo é todo nosso

Já chega! Estamos esperando, venha

Vamos lá! Estamos fora de controle

Somos o orgulho da escola! Vamos mostrar

Nós somos campeões e sabemos disso

Wildcats, nós somos os melhores!

Vermelho, branco e ouro!

Quando é hora de ganhar, nós ganhamos!

Nós somos o número um. Nós provamos!

Vamos embora, vamos fazer a festa!

Isso é que é verão!

Que horas são?

Finalmente o verão chegou

Vamos comemorar!

Queremos ouvir bem alto e claro!

Fora da escola!

Podemos dormir até a hora que quisermos

O tempo é nosso!

Agora podemos fazer o que quisermos fazer

Que horas são?

Chegou o verão

Estamos amando isso

Vamos lá e fale isso novamente

Que horas são?

Chegou o verão

Nós vamos ter a maior diversão de nossas vidas

Yeah!!

 

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O verão acabou de chegar e as férias estão se aproximando. Assim, nada melhor do que curtir um som que se encaixe perfeitamente nesse clima.

Quando o tema é verão, não consigo deixar de pensar no hit “Summer Jam”, do grupo canadense The Underdog Project. A canção foi o primeiro single do primeiro (e até agora, único) disco deles, chamado It Doesn’t Matter, lançado originalmente em 2000., e posteriormente remixado e relançado em 2003.

O interessante é que “Summer Jam” teve vários lançamentos:  o primeiro em 2000, o segundo em 2003 e o último agora em 2010. Para cada um dos anos, uma nova mixagem.

“Summer Jam” não emplacou nos EUA, mas foi um enorme hit na Europa e no Brasil também, mas com a versão de 2003. Enquanto a original era mais R&B com uma boa batida, a remixagem de 2003 pegou mais fundo no dance – e virou um grande sucesso. A versão nova de 2010 foi remixada pelo DJ Eric Chase e lançada em alguns países da Europa, mas sem muita proeminência.

Entre as três versões, ainda prefiro aquela lançada em 2003, mixada pelo DJ F.R.A.N.K. A original é boa também, e a de 2010 está bem atual – mas acho que nenhuma delas consegue transmitir tão bem o clima de verão quanto a segunda mixagem. Escutem e comparem.

Ouvir: The Underdog Project – Summer Jam

Ouvir: The Underdog Project – Summer Jam [DJ F.R.A.N.K. 2003 Summer Mix Radio Version]

Ouvir: The Underdog Project – Summer Jam [Eric Chase 2010 Edit Mix]

Neste ano, o cantor espanhol Enrique Iglesias lançou seu novo CD chamado Euphoria. É um álbum “spanglish” – termo que os americanos dão quando alguma mídia é metade em espanhol e metade em inglês. Além disso, a quantidade de faixas, bem como a sequência delas no CD, pode variar de acordo com o país. Por exemplo, nos EUA a edição padrão tem 10 faixas, enquanto a edição brasileira tem 14.

Entre os destaques do álbum está a faixa “Heartbeat”, que traz a participação de Nicole Sherzinger, integrante principal das Pussycat Dolls. A canção foi escolhida como o segundo single anglofônico de Euphoria, embora seja o terceiro em geral (a faixa “Cuando Me Enamoro” foi o primeiro single hispânico, lançado simultaneamente com “I Like It”, faixa cantada em inglês.)

“Heartbeat” é uma música bem interessante: a grosso modo, poderíamos classificá-la como um balada romântica. Contudo, elementos de dance music são incorporados nela, tornando-a o que em inglês chamam de “mid-tempo”: não é uma música lenta (“downtempo”), mas também não é daquelas que a gente ouve e sai pulando (“uptempo”).

Comercialmente falando, o single não se deu também quanto “I Like It”. Na verdade, “Heartbeat” não conseguiu entrar na Billboard Hot 100, mesmo com o poder de Sherzinger. Por outro lado, vários países europeus receberam muito bem a faixa, e “Heartbeat” apareceu no Top 20 do Reino Unido, Dinamarca, Bélgica e Eslováquia.

Em comparação com “I Like It”, eu prefiro muito mais “Heartbeat” – mesmo não sendo um apreciador da voz de Iglesias. Mas tudo bem, já que a Nicole salva o resto…

Ouvir: Enrique Iglesias featuring Nicole Sherzinger – Heartbeat

Se eu fosse elaborar uma lista com as músicas que eu classificaria como perfeitas, não poderia em hipótese alguma deixar faltar esta canção.

“A New Day Has Come” foi o primeiro single extraído do disco de mesmo nome lançado em 2002 por Celine Dion. Este foi o seu oitavo disco em inglês e o 28º de sua carreira (até então). O álbum foi um enorme sucesso em todo o mundo, aparecendo na primeira posição na lista dos CD’s mais vendidos em 22 países diferentes.

Com a música “A New Day Has Come”, Celine conseguiu ficar 21 semanas consecutivas na primeira posição da Billboard Hot Adult Contemporary Tracks. Apesar de não haver o lançamento de um CD-Single nos EUA, a música chegou à 22ª posição da Billboard Hot 100. Isso por si só já é uma grande façanha, pois a posição foi conquistada levando-se em conta apenas o número de execuções na rádio.

Entre os produtores da música está Walter Afanasieff, que colaborou com Mariah Carey em todos os seus grandes hits de 1992 a 1997. Afanasieff é um excelente músico e compositor, e certamente contribuiu bastante para que o resultado final de “A New Day” ficasse perfeito.

Dion explicou o significado da canção durante as filmagens do videoclipe:

“Para mim e para René, a canção é sobre o nosso filho. Mas o que eu realmente gosto nela é que todo mundo pode se relacionar a ela de maneiras diferentes. Para mim, ‘Um Novo Dia Chegou’ pelo meu novo disco, pelo nascimento de meu filho. Para você, pode ser outra coisa diferente: se você muda alguma coisa ou faz algo novo em sua vida, poderá se identificar com ela”.

No disco foram colocadas duas versões de “A New Day Has Come”: a “Radio Remix” e a “Album Version”. A primeira, com mixagem pop, foi usada no clipe e enviada às rádios. A segunda é uma versão mais lenta e orquestrada, mas tão boa quanto a outra.

Mas, afinal de contas, o que faz “A New Day” entrar no meu ranking de músicas perfeitas? Bem, é difícil explicar. Acho a melodia muito agradável, a letra é bastante positiva, sem deixar de lado o inquestionável vocal de Celine. Mas acima de tudo está o fato de “A New Day” me lembrar de uma época boa…

Ouvir: Celine Dion – A New Day Has Come [Radio Remix]

Ouvir: Celine Dion – A New Day Has Come [Album Version]

A indústria fonográfica, assim como qualquer ramo comercial, possui um vocabulário bem específico. E vários desses termos são recorrentes em nossos artigos. Assim, para não deixar vocês com aquele enorme “?” ao ler matérias da Rádio Outlook, iremos periodicamente explicar algumas palavras que ampliarão o conhecimento de vocês.

Hoje iremos falar de uma palavra que apareceu em todo artigo escrito até agora na Rádio Outlook: single. Afinal de contas, o que é um single?

Bem, de maneira simples e direta, single é o nome dado à música que servirá para promover um álbum. Geralmente, um CD contém de 12 a 15 músicas, mas na média apenas umas quatro ou cinco são lançadas nas rádios. Elas podem ou não ter o acompanhamento de um videoclipe.

Vamos tomar como exemplo o álbum “Let Go”, de Avril Lavigne. O CD contém 12 faixas, mas somente quatro delas se tornaram singles: “Complicated”, “Sk8er Boi”, “I’m With You” e “Losing Grip”, todas com videoclipe.

A primeira música de trabalho de um álbum é chamada de lead single, e é geralmente a canção planejada para marcar aquele CD. Nos EUA, o lead single é na maioria das vezes lançado bem antes do álbum. A reação do público à primeira música de trabalho definirá se o CD será lançado, modificado ou até mesmo cancelado.

Como são escolhidos os singles de um disco? Assim que o álbum de um artista ou banda fica pronto, os produtores e os diretores da gravadora se reúnem para ouvir o resultado final e eleger quais canções serão lançadas como músicas de trabalho. Leva-se em conta qual a tendência das rádios no momento, e qual música poderia se encaixar neste perfil. Mais do que isso, procuram-se faixas que possam ser marcantes ou até mesmo inovadoras – o importante é chamar a atenção do público e garantir uma boa posição no ranking oficial da Billboard.

Às vezes, escolhe-se um single por enquete. Em 2009, a cantora Britney Spears postou em seu site uma votação para eleger o terceiro single do álbum Circus, e a canção vencedora foi “If U Seek Amy”.

Em anos recentes, com a popularização da música digital, é comum as gravadoras ficarem de olho em quais faixas de um disco recém-lançado são compradas e baixadas. Se uma canção tiver um bom número de downloads, há grandes chances de ela se tornar um single. Foi o que aconteceu com “You Belong With Me”, de Taylor Swift. Após os 172.000 downloads, ficou claro que a canção teria um grande potencial como single.

No nosso próximo verbete, falaremos um pouco mais sobre o “CD-Single”.

Até há algum tempo eu nunca havia ouvido falar de Shontelle, mas ela ganhou a minha atenção com a belíssima balada “Impossible”, que serviu como primeiro single do CD No Gravity, o segundo de sua carreira.

Do mesmo álbum saiu a canção “Perfect Nightmare”, escolhida como segunda música de trabalho. O começo da melodia é marcado pelo piano, dando a impressão de que “Perfect Nightmare” é outra balada romântica. Mas quando ultrapassa a marca de um minuto de duração, surgem batidas eletrônicas e elementos pop que transformam totalmente a música.

Em uma entrevista, Shontelle mencionou como surgiu “Perfect Nightmare”:

“Tudo o que eu queria era fazer um single que fosse mais uptempo, já que a maioria das pessoas me conhecem pelas baladas românticas. Então eu pensei: ‘Não! Eu quero que todos saibam que eu sou uma garota festeira’. Então ‘Perfect Nightmare’ fez isso ‘perfeitamente’.”

Diferente das músicas de hoje que são predominantemente dance, “Perfect Nightmare” soa mais como um remix do que uma música que nasceu eletrônica. Isso para mim é um ponto positivo, pois a canção conseguiu ser uptempo sem perder o sentimento e a emoção que geralmente aparecem em uma balada romântica.

Ouvir: Shontelle – Perfect Nightmare

Após o enorme sucesso do disco de estreia, a cantora americana Ke$ha lança seu mais novo projeto, desta vez um EP intitulado Cannibal. A ideia original era lançar uma edição deluxe do álbum Animal, com algumas faixas novas, talvez umas quatro ou cinco. Porém, o resultado final trouxe um EP com nove faixas ineditas, que foi lançado tanto em formato individual como também em uma inserção na edição deluxe de Animal.

A primeira faixa promocional de Cannibal é “We R Who We R” (o “R” é lido “are”, completando o sentido do título). Ke$ha co-escreveu a música inspirada pelas notícias de jovens que cometeram suicídio por sofrerem bullying. A cantora declarou:

“Eu quero inspirar as pessoas a serem elas mesmas. Devemos celebrar todas as nossas esquisitices ou excentricidades (…) Eu fiquei realmente muito mal com esses relatos de suicídio, pois eu mesma sofri ódio por parte de muitas pessoas. Mas eu não tenho ideia de como esses jovens se sentiam. O que eu passo não é nada perto do que eles sofreram. Tudo o que sei é que as coisas vão melhorar e você tem que comemorar quem você é. Qualquer coisa estranha em você é bonita e torna a vida interessante. Espero que a música possa capturar este sentimento, de celebrar quem você é”.

O single foi muito bem recebido pelo público e estreou na Hot 100 dos EUA direto na primeira posição, tornando-se a décima sétima canção a conseguir esse feito na história da Billboard. No Brasil, “We R Who We R” está por enquanto na posição 19 da Hot 100 Songs & Tracks.

De início não me interessei muito pela canção, pois há poucas diferenças entre este e os singles anteriores de Ke$ha. Todos são marcados pelo ritmo dance-pop com vocais altamente afetados pelo auto-tuning. No entanto, após ouvir “We R Who We R” mais algumas vezes, concordei que o bridge e o refrão são melodicamente fortes, e potencialmente certeiros em sentido comercial.

Ouvir: Ke$ha – We R Who We R

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