O que é necessário para ser famoso no showbusiness? Ser bom e talentoso? Bom, geralmente sim. Mas há pessoas que conseguem ser exceção à regra: ficam famosas por não serem tão bons assim. Rebecca Black é mais ou menos um exemplo disso.

Rebecca é uma garota de 13 anos que sempre sonhou ser uma cantora famosa. Por indicação de uma colega de classe, Rebecca entrou em contato com a ARK Music Factory, uma gravadora local. Dando uma forcinha para o futuro da filha, Georgina (a mãe de Rebecca) desembolsou quatro mil dólares para a gravação de uma música previamente composta e pela produção de um videoclipe.

Assim, em fevereiro de 2011, chega às lojas virtuais do iTunes o single de estreia de Rebecca Black, chamado “Friday”, acompanhado de um clipe disponibilizado no YouTube. Daí o milagre aconteceu: em menos de um mês, o vídeo de “Friday” atingiu a marca de 30 milhões de visualizações, além das 43 mil cópias digitais vendidas no iTunes.

Mas o que fez de “Friday” um hit da internet? Bem… admitamos que, além da letra totalmente não-poética, Rebecca não é aquele primor de cantora. E foi justamente isso o que atraiu a atenção do público comum e da imprensa. Em março de 2011, um comediante norteamericano publicou em seu blog da internet e em seu Twitter um post intitulado “Compor música não é para todos”, e divulgou o link do vídeo de Black. Pronto! Surge uma estrela!

Até o presente momento, o vídeo de “Friday” já foi assistido mais de 166 milhões de vezes, e por enquanto é o 22º vídeo mais acessado em toda a história do YouTube, mesmo sendo o campeão de “dislikes” (é aquele botãozinho com o polegar virado para baixo, indicado reprovação), em um total de mais de três milhões de votos desfavoráveis. E graças às vendas digitais, “Friday” entrou na Billboard Hot 100 na 58ª posição.

E o sucesso (ou “insucesso”) de Rebecca ultrapassou as barreiras norteamericanas. “Friday” entrou nas paradas do Reino Unido, da Irlanda, da Nova Zelândia, da Austrália e – acreditem – do Brasil, onde conquistou a 66ª posição da Billboard nacional.

Tá certo que a letra de “Friday” não é a composição mais profunda do mundo. E também que nem o uso de Auto-Tuning não elevou a voz de Rebecca a um nível espetacular, mas… quer saber? Tô nem aí! Gostei!

Anúncios