julho 2011


Um dos retornos mais esperados da música country finalmente aconteceu. A cantora Shania Twain, que estava fora da mídia desde 2005, lança seu primeiro single em seis anos.

Escrita pela própria Shania e produzida pelo renomado David Foster, “Today Is Your Day” servirá como primeira música de trabalho de seu futuro quinto álbum de estúdio – que também não tem nome, nem data de lançamento. Trata-se de uma canção de incentivo, em que a protagonista incentiva o ouvinte a dar a volta por cima e vencer, já que “hoje é o seu dia”.

A faixa serviu como um dos temas de Why Not? with Shania Twain, um reality show de seis episódios exibido em um canal a cabo. O programa acompanhou os passos da artista em superar a crise emocional que sucedeu ao seu divórcio com o compositor e seu ex-produtor Robert “Mutt” Lange, bem em como ganhar a confiança de cantar novamente.

“Today Is Your Day” conseguiu entrar na Billboard Hot 100, mas atingiu apenas a 66ª posição. No Canadá, país natal de Shania, o desempenho foi melhor, alcançando a 14ª posição.

A canção é bonita, baseada em piano e com letra motivadora. No entanto, dá para perceber que a voz de Shania está bem diferente – não no timbre, mas no sentimento. Talvez seja resultado do período depressivo. Quem sabe o próximo single não traga de volta um pouco da alegria e empolgação dos grandes hits de Twain.

 

Uma das coisas legais no seriado norteamericano Glee é a releitura de canções famosas – tanto do passado como as bem atuais. Estas últimas, em especial, são as mais arriscadas. Afinal, como tornar interessante a regravação de uma música que ainda está fresca na memória da audiência?

Este desafio foi enfrentado com êxito quando os produtores da série decidiram incluir “Friday” em um dos episódios. A música que poucos meses antes virara um hit na internet na voz de Rebecca Black recebeu uma nova e muito melhor sonoridade.

O co-criador de Glee, Ryan Murphy, explicou porque “Friday” foi incluída na trilha sonora do episódio.

“Há uma regra que foi explicada no programa. Os alunos deveriam cantar músicas para a formatura e o diretor os orientou a escolher canções que os jovens soubessem (…) O programa faz um tributo à cultura pop e, querendo ou não, esta música já é parte da cultura pop”.

O cover do elenco de Glee foi lançado como single promocional nos EUA e atingiu a posição 34 da Billboard Hot 100 – bem acima da versão original de Rebecca, que apareceu em 58º lugar.

 

Já chegou às lojas o quarto CD solo de Beyoncé Knowles, intitulado… 4 (leia-se Four). É o primeiro trabalho da ex-Destiny Child separada de seu pai, que servia anteriormente como seu empresário.

Em maio já havia sido lançado o primeiro single, “Run The World (Girls)”. De tema feminista e sonoridade agressiva, a canção não conquistou a popularidade atingida pelos hits anteriores de Beyoncé. Assim, para tentar elevar a divulgação do CD, em junho de 2011 foi enviada às rádios “Best Thing I Never Had” como segunda música de trabalho.

Apesar de ser tecnicamente uma balada romântica, a letra nada tem a ver com amor. Na realidade, Beyoncé literalmente agradece a Deus por seu relacionamento não ter dado certo. Entre os compositores da música está Kenneth “Babyface” Edmonds, que ficou famoso por seus trabalhos com Whitney Houston e Toni Braxton.

No mercado internacional, o desempenho de “Best Thing I Never Had” tem sido bem-sucedido. No Reino Unido, o single ficou na terceira posição da lista oficial. E aqui no Brasil a faixa já pegou a medalha de prata na Hot 100 Airplay. Por outro lado, o sucesso não se repetiu na própria terra natal de Beyoncé. Até o momento, “Best Thing I Never Had” só pegou a 58ª posição da Billboard Hot 100.

Gosto bastante da melodia de “Best Thing I Never Had”, que é baseada em piano e com arranjos bem próximos de uma power-ballad. Contudo, a letra já ficou bem clichê para Beyoncé. Canções como “Survivor” (na época das Destiny’s Child), “Irreplaceable”, “If I Were A Boy” e “Single Ladies” já abordaram a mesma perspectiva “vingativa”. E a  linguagem extremamente coloquial tira um pouco a beleza da melodia. De qualquer forma, prefiro muito mais esta do que “Run The World”.

Sabe aquela música que você ouve uma vez só e já começa a gostar dela? Isso foi o que aconteceu quando conheci “Coconut Tree” através de um banner promocional no YouTube. Apesar de nunca ter ouvido falar de Mohombi, chamaram-me a atenção duas coisas: a presença de Nicole e o nome da música (que em português literalmente significa “Coqueiro”). E a música realmente me surpreendeu.

Mohombi é um cantor nascido na República Democrática do Congo. Seu pai é congolês e sua mãe é sueca. Em 2010, Mohombi assinou contrato com a 2101 Records, selo que o compositor e produtor RedOne tem sob a Universal Music. Neste mesmo ano, o cantor lançou seu álbum de estreia, MoveMeant.

“Coconut Tree”, um dueto com a ex-Pussycat Doll Nicole Scherzinger, é o quarto single deste álbum – e o primeiro promovido pela Universal Music através do canal Vevo do YouTube. E como toda faixa produzida por RedOne, “Coconut Tree” traz aquele envolvente dance-pop, desta vez acompanhado com uma batida que às vezes parece latina, e em outras parece africana.

Mohombi gravou duas versões de “Coconut Tree”, uma em inglês e outra em francês. Nicole aparece nas duas, mas ela canta apenas em inglês.

Por enquanto, o single emplacou apenas na França (75), na Bélgica (13) e na Suécia (8). Quem sabe aparece na Billboard…

 

English Version

 

French Version

Jordin Sparks finalmente lançou a primeira música de trabalho de seu novo disco. A canção “I Am Woman” é o carro-chefe de seu terceiro álbum de estúdio, ainda sem nome e sem previsão de lançamento.

Co-escrita e produzida por Ryan Tedder (vocalista do OneRepublic), “I Am A Woman” é uma canção no estilo Beyoncé – ou seja, é daquelas que falam do “poder feminino”. Em um comentário sobre o significado de sua nova música, Jordin declarou:

“‘I Am Woman’ é uma canção que fala sobre os diferentes lados da vida de uma mulher. Pode se aplicar a uma mãe, a uma artista, a uma mulher que trabalha em uma empresa – enfim, tem tudo a ver com o que enfrentamos por sermos mulheres e como nossas vidas podem ser tão loucas (…) Tem tudo a ver com a força que uma mulher possui: como podemos fazer de tudo, e aguentar de tudo, e ainda assim estarmos no lugar certo e na hora certa.”

O single está com pouca divulgação – nem o videoclipe saiu ainda – , mas as vendas por downloads levaram “I Am Woman” para a 82ª posição da Billboard Hot 100. Não há informações sobre se o novo CD de Sparks será vendido no Brasil. O disco Battlefield, de 2009, não foi lançado em áreas nacionais, o que pode ser um indício de que o terceiro álbum da ex-American Idol talvez não venha para cá.

Deem uma olhada na capa do single. Notaram algo diferente na silhueta de Jordin? Pois é. Após dieta e exercícios, a cantora emagreceu 13 quilos. “Sempre me achei bonita”, disse ela a uma revista americana, “mas agora me sinto mais sensual”.

 

A cantora norteamericana Katy Perry pode se sentir orgulhosa: os quatro singles lançados até agora de seu álbum Teenage Dream conquistaram sem esforço a liderança das paradas musicais dos EUA. Repetindo o feito de “California Gurls”, “Teenage Dream” e “Firework”, agora é a vez de “E.T.” encabeçar a lista da Billboard Hot 100.

Composta por Katy Perry, Lukasz Gottwald, Max Martin e Joshua Coleman, a música é repleta de termos espaciais e metáforas sobre o amor “alienígena” de Perry. A cantora descreveu o tema dizendo que a letra se trata “de se apaixonar por um estranho”.

Há duas versões oficiais de “E.T.”: a que está no álbum Teenage Dream e o remix que traz a participação de Kanye West, disponível no single. Esta versão, inclusive, é a utilizada no videoclipe.

Além de ser o quarto single consecutivo de Perry a alcançar o primeiro lugar na Billboard, “E.T.” pegou a liderança nas paradas do Canadá, da Nova Zelândia e Polônia. No Brasil, a canção conquistou a medalha de prata da Billboard nacional.

“E.T.” é diferente de qualquer outra música de Katy Perry. É mais dark, mais séria, sem aquele toque de humor típico de seus trabalhos. Pessoalmente, prefiro a versão sem o Kanye West. A presença dele não fez diferença para a canção em si, mas com certeza serviu para atrair a atenção das audiências urbanas.