Já chegou às lojas o quarto CD solo de Beyoncé Knowles, intitulado… 4 (leia-se Four). É o primeiro trabalho da ex-Destiny Child separada de seu pai, que servia anteriormente como seu empresário.

Em maio já havia sido lançado o primeiro single, “Run The World (Girls)”. De tema feminista e sonoridade agressiva, a canção não conquistou a popularidade atingida pelos hits anteriores de Beyoncé. Assim, para tentar elevar a divulgação do CD, em junho de 2011 foi enviada às rádios “Best Thing I Never Had” como segunda música de trabalho.

Apesar de ser tecnicamente uma balada romântica, a letra nada tem a ver com amor. Na realidade, Beyoncé literalmente agradece a Deus por seu relacionamento não ter dado certo. Entre os compositores da música está Kenneth “Babyface” Edmonds, que ficou famoso por seus trabalhos com Whitney Houston e Toni Braxton.

No mercado internacional, o desempenho de “Best Thing I Never Had” tem sido bem-sucedido. No Reino Unido, o single ficou na terceira posição da lista oficial. E aqui no Brasil a faixa já pegou a medalha de prata na Hot 100 Airplay. Por outro lado, o sucesso não se repetiu na própria terra natal de Beyoncé. Até o momento, “Best Thing I Never Had” só pegou a 58ª posição da Billboard Hot 100.

Gosto bastante da melodia de “Best Thing I Never Had”, que é baseada em piano e com arranjos bem próximos de uma power-ballad. Contudo, a letra já ficou bem clichê para Beyoncé. Canções como “Survivor” (na época das Destiny’s Child), “Irreplaceable”, “If I Were A Boy” e “Single Ladies” já abordaram a mesma perspectiva “vingativa”. E a  linguagem extremamente coloquial tira um pouco a beleza da melodia. De qualquer forma, prefiro muito mais esta do que “Run The World”.

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