Em 2010, a cantora Demi Lovato novamente se juntou aos Jonas Brothers para a gravação da continuação do filme Camp Rock, produzido pelos estúdios Disney em 2008. A sequência chamou-se Camp Rock 2: The Final Jam, e, assim como seu predecessor, trouxe vários números musicais.

Entre as canções apresentadas no filme está “Wouldn’t Change A Thing”, dueto entre os personagens Mitchie (Demi Lovato) e Shane (Joe Jonas). A música foi composta e produzida por Adam Anders, Nikki Hassman e Peer Astrom (este último, um dos responsáveis pelos números musicais do seriado Glee), e lançada mundialmente como single promocional do filme.

Nos EUA, “Wouldn’t Change A Thing” não conseguiu entrar na Billboard, apesar de o álbum da trilha sonora ter atingido a terceira posição da Billboard Hot 200 (a lista com os discos mais vendidos da semana). O single só conseguiu aparecer nas paradas do Reino Unido, do Canadá e do Brasil.

Aqui em nosso país, foi produzida uma versão em português de “Wouldn’t Change A Thing”, chamada “Eu Não Mudaria Nada Em Você”. Nela, Demi Lovato é substituída pela cantora nacional Jullie (que já contribuiu para a trilha sonora do seriado Malhação). Os versos de Joe Jonas continuam inalterados e cantados em inglês. Esta foi a versão enviada às rádios nacionais, e obteve bons resultados comerciais, atingindo a 15ª posição da Hot 100 Brazil.

Quanto ao estilo, “Wouldn’t Change A Thing” segue o pop/rock baseado em violão; é a mesma receita de “This Is Me”, música de divulgação do primeiro Camp Rock. A música começa suave e vai ganhando força até chegar no fim. Além disso, os vocais de Demi e Joe são bem sincronizados. Na versão brasileira, Jullie tem o tom de voz muito parecido com o de Demi – aliás, até achei que fosse ela mesma cantando em português na primeira vez que ouvi.

 

 

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ou muito fã de músicas com solos de piano. Foi isso o que me chamou a atenção em “Need You Now”, de Lady Antebellum, e que me atraiu também a “Hello World”.

Esta faixa serviu como quarto e último single do disco Need You Now, lançado no ano passado. Mas diferente das canções de trabalho anteriores, apenas Charles Kelly canta em “Hello World”. A voz feminina de Hillary Scott é usada apenas como vocal de apoio. A temática da letra é bem positiva, e mostra o protagonista se dando conta de que deve valorizar as coisas realmente importantes na vida, como a sua família.

O single teve um desempenho modesto nas paradas musicais. Nos EUA, “Hello World” pegou a 6ª posição da Billboard Hot Country Songs, e a 58ª na Billboard Hot 100. Durante um tempo, a canção apareceu na Hot 100 Brazil, mas já caiu fora.

Achei legal a capa do single, que apresenta todo aquele tratamento digital de Photoshop dado às capas de artistas pop, e geralmente ausente para músicos country.

 

Quando a Coluna Musical publicou em 27 de março um post falando sobre Adele e sua música “Rolling In The Deep”, eu nem sequer imaginava que este seria um dos maiores singles de 2011.

Após 24 semanas desde sua estreia, “Rolling In The Deep” finalmente atingiu o primeiro lugar da Billboard Hot 100 – e isso já por sete semana consecutivas. Aqui em nosso território não foi diferente, pois o single conquistou a liderança da Billboard Brasil de maio. Este é um fato notável, já que Adele é uma artista britânica, e não americana, e seu estilo de música nada tem a ver com o predominante dance-pop.

Aproveitando a popularidade de “Rolling In The Deep”, vamos compartilhar o clipe com vocês. É um vídeo relativamente simples, sem storyboard, contendo apenas elementos visuais sincronizados com a canção.

 

O que é necessário para ser famoso no showbusiness? Ser bom e talentoso? Bom, geralmente sim. Mas há pessoas que conseguem ser exceção à regra: ficam famosas por não serem tão bons assim. Rebecca Black é mais ou menos um exemplo disso.

Rebecca é uma garota de 13 anos que sempre sonhou ser uma cantora famosa. Por indicação de uma colega de classe, Rebecca entrou em contato com a ARK Music Factory, uma gravadora local. Dando uma forcinha para o futuro da filha, Georgina (a mãe de Rebecca) desembolsou quatro mil dólares para a gravação de uma música previamente composta e pela produção de um videoclipe.

Assim, em fevereiro de 2011, chega às lojas virtuais do iTunes o single de estreia de Rebecca Black, chamado “Friday”, acompanhado de um clipe disponibilizado no YouTube. Daí o milagre aconteceu: em menos de um mês, o vídeo de “Friday” atingiu a marca de 30 milhões de visualizações, além das 43 mil cópias digitais vendidas no iTunes.

Mas o que fez de “Friday” um hit da internet? Bem… admitamos que, além da letra totalmente não-poética, Rebecca não é aquele primor de cantora. E foi justamente isso o que atraiu a atenção do público comum e da imprensa. Em março de 2011, um comediante norteamericano publicou em seu blog da internet e em seu Twitter um post intitulado “Compor música não é para todos”, e divulgou o link do vídeo de Black. Pronto! Surge uma estrela!

Até o presente momento, o vídeo de “Friday” já foi assistido mais de 166 milhões de vezes, e por enquanto é o 22º vídeo mais acessado em toda a história do YouTube, mesmo sendo o campeão de “dislikes” (é aquele botãozinho com o polegar virado para baixo, indicado reprovação), em um total de mais de três milhões de votos desfavoráveis. E graças às vendas digitais, “Friday” entrou na Billboard Hot 100 na 58ª posição.

E o sucesso (ou “insucesso”) de Rebecca ultrapassou as barreiras norteamericanas. “Friday” entrou nas paradas do Reino Unido, da Irlanda, da Nova Zelândia, da Austrália e – acreditem – do Brasil, onde conquistou a 66ª posição da Billboard nacional.

Tá certo que a letra de “Friday” não é a composição mais profunda do mundo. E também que nem o uso de Auto-Tuning não elevou a voz de Rebecca a um nível espetacular, mas… quer saber? Tô nem aí! Gostei!

Apesar de todos os muitos adjetivos negativos dirigidos à produção mexicana Rebelde, iniciada em 2004, uma coisa deve ser reconhecida: como cantores, os seis integrantes do grupo RBD conseguiram um alcance que poucos artistas latinos atingiram. Saíram do México, desceram para a América do Sul, entraram na Europa, invadiram a Ásia e atingiram o sonho de qualquer artista hispânico: conseguir uma fatia do mercado musical norteamericano.

Mas tal marketing não foi promovido sem esforço. Durante os cinco anos de existência do RBD como grupo (eles finalizaram em 2009), foram lançados cinco discos em espanhol, três em português, um em inglês, três ao vivo e quatro coletâneas, além de onze DVD’s.

O quarto álbum do RBD, Empezar Desde Cero, foi lançado em 2007. O primeiro single deste CD foi “Inalcanzable”, uma balada baseada em piano composta por Carlos Lara. A canção mostra um lado mais maduro do sexteto, e por isso conseguiu entrar nas principais listas latinas da Billboard, aparecendo na posição 6 da Hot Latin Songs e no primeiro lugar da Latin Pop Airplay e Latin Tropical Airplay.

O videoclipe, com direção de Esteban Madrazo, levou mais de vinte horas para ser gravado, e está repleto de efeitos especiais. Apesar disso, acho interessante como o tom melancólico da melodia não se perde e é bem transmitido no clipe.

Como devem ter reparado, há quase uma semana que não entra nada novo em nossa Coluna Musical. O motivo: um ataque do vírus Brontok, somado a uma formatação obrigatória no meu Windows XP, me fez perder o acesso a todos os meus arquivos multimídia.

Todos os meus documentos ficam armazenados em um HD externo USB de 250 GB, da marca Hitachi. Após formatar meu computador, o Windows não reconhecia mais a unidade. Antes, só exibia a bendita mensagem: “A unidade E:/ não está formatada. Deseja formatá-la agora?”

Bateu um desespero: se eu formatasse o disco,  todo o meu acervo de fotos, vídeos e – é claro – músicas seria apagado. Ao mesmo tempo, já havia tentado em quatro computadores diferentes plugar meu drive portátil, e em todos eles a mesma mensagem insistia em aparecer. Ou seja, não conseguia visualizar e nem resgatar meus arquivos.

No meio dessa crise tecnológica, um amigo meu me indicou um software chamado Mini Tool Power Data Recovery. Este programa consegue recuperar arquivos que tenham sido deletados, partições danificadas ou corrompidas e resgata o conteúdo de mídias removíveis.

De início, desconfiei. Todo programa do gênero é pago. E se não for, não funciona direito. Mas tive que tirar o chapéu para o Data Recovery. Graças a ele, recuperei mais de 95% de meus preciosos arquivos – e de graça (para usuários domésticos)! Ufa!

No meu caso específico, tive que usar a função “Lost Partition Recovery” (“Recuperação de Partição Perdida”). Após varrer o HD externo por algumas horas (é isso mesmo, horas!), ele encontrou quase tudo o que havia sido aparentemente perdido. Daí, foi só restaurar os arquivos encontrados para um outro disco rígido e – tchanã!!! Está tudo de volta.

Assim, se por acaso você passar por esta triste situação de não conseguir acessar seus arquivos, lembre-se que nem tudo está perdido. Instale o Mini Tool Power Data Recovery e deixe-o fazer todo o resto. Mas, por via das dúvidas, previna-se e lembre-se sempre de fazer backup de seus arquivos.

 

Faça o download grátis aqui.

 


Vamos falar um pouco de cinema de novo, desta vez sobre Rio, a produção mais recente da Blue Sky Studios (a Blue Sky é a mesma que produziu a trilogia A Era do Gelo). Com direção do brasileiro Carlos Saldanha, a animação baseada em computação gráfica foi ambientada em territórios nacionais – o Rio de Janeiro.

O filme foi um grande sucesso, arrecadando mais de 400 milhões de dólares. Até o momento, Rio é o terceiro filme que mais teve bilheteria em 2011, perdendo para Piratas do Caribe: Navegando em Águas Estranhas e para Velozes e Furiosos 5. No Brasil, Rio quebrou o recorde de filme mais assistido no fim de semana de lançamento, embora já tenha perdido o posto para Piratas do Caribe.

A trilha sonora de Rio está bem diversificada, com músicas internacionais e um espaço pra música brasileira também. Ester Dean, Siedah Garret, will.I.am,  Jamie Foxx, Carlinhos Brown, Bebel Gilberto e Ivete Sangalo são alguns nomes que contribuíram para o CD.

Entre as faixas da trilha está “Telling The World”, do britânico Taio Cruz. A canção foi gravada especialmente para o filme e foi lançada como single promocional da trilha sonora. Diferente das músicas dance-pop que levaram Taio para o topo das paradas, “Telling The World” é uma bonita balada romântica baseada em piano, mas que não deixa de lado os modernos elementos digitais. Há até uma pegada meio tribal no break instrumental – que na minha opinião remete mais à Africa do que ao Rio de Janeiro…

Como já mencionado, “Telling The World” foi um single promocional, então não houve muita publicidade. A canção não entrou na Billboard e ficou em posições bem baixas na UK Singles Chart. Mas isso não preocupou o cantor,  já que ele estava  bem ocupado divulgando “Higher”, música de trabalho da reedição de Rokstarr, seu segundo disco.

Taio Cruz, que é filho de mãe brasileira, veio ao Brasil em fins de março para prestigiar pessoalmente o lançamento de Rio.